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sábado, 29 de novembro de 2014

Chile - Valparaíso e Vinã del Mar / Quinto dia

Valparaíso e Viña del Mar

Das belezas de Santiago posso incluir Viña del Mar como a mais imperdível paisagem no destino.
 
O quinto dia do nosso roteiro foi destinado a conhecer as cidades de Valparaíso e Viña Del Mar. Vimos várias empresas que faziam este passeio, de $25.000 a $39.000 pesos chilenos. O que na ocasião representava uma média de R$150.00 a R$200,00 por pessoa. Isso nos levou a procurar uma opção mais barata e quase não recomendada pelos nativos e vendedores, a rodoviária.
 

Fomos de metrô até a estação rodoviária para comprarmos uma passagem no valor de $5.000 pesos o trecho. Na ocasião fomos abordados por mais uma empresa de turismo que nos ofereceu o passeio a $17.000, incluindo o mesmo roteiro dos pacotes oferecidos na cidade. J
Assim fomos de ônibus até Valparaíso (1h30 de viagem), na chegada nos esperava o transfer da empresa para que pudéssemos encontrar o grupo do passeio. Nos encontramos no forte da cidade, lá pudemos observar leões marinhos que tomavam banho de sol numa velha construção de porto. Foi muito lindinho!!!
 
O passeio em Valparaíso é praticamente feito todo dentro do ônibus de turismo (executivo) com algumas paradas para fotos. A principal atração da cidade é a Casa de Pablo Neruda (uma das casas, afinal existem mais duas, inclusive uma em Santiago, a Chacona). La Sebastiana é casa museu de Neruda em Valparaíso, ela se encontra no alto do morro e pode ser visitada por $5.000. Em frente à casa tem uma porção de barraquinhas de artesanato local.
 
La Sebastiana
Entrada da Casa Museu de Pablo Neruda
 
Seguindo o roteiro observei a arquitetura das casas da cidade, lembrando uma favela, as casas todos construídas uma grudada na outra e sinceramente, sabe Deus como ainda estão de pé.
 
 
Apesar de soar perigoso, o conjunto resulta numa bela paisagem, com casas coloridas, transmitindo vida feliz por lá. O alto do morro é também muito importante porque é o local onde a população se refugia em casa de ameaça de tsunami, efeito provável de acontecer na região.
 
 
Finalizamos Valparaíso passando pela Plaza Sotomayor em que estão localizados os principais centros do poder da cidade.
 
Monumento a los Héroes de Iquique

Plaza Sotomayor

 
 
Em Viña Del Mar (5 minutos de Valparaíso) visitamos o famoso relógio de flores. Muito bonito e bem cuidado. Essa atração é o cartão postal da cidade.
Relógio das Flores
Seguindo fomos até Reñaca, a mais famosa praia de Viña del Mar. Conhecer o Pacífico foi uma experiência muito interessante. O contraste do mar com as grandes pedras forma uma paisagem peculiar.
 
 
A areia escura também é outra característica que o diferencia das principais praias que conhecemos no Brasil. Envolvida com tanta beleza, apenas consegui colocar as mãos na água, de resto, fiquei só na vontade. O frio “falou” mais alto.


 
 
O Tour nos levou a um local isolado para almoçarmos, de frente para o mar, é claro. No entanto a comida não foi das melhores, por isso, não recomendo. Muito caro e despreparado o restaurante nos ofereceu salmão e batatas fritas por $19.000. Estava tudo muito aquém das nossas expectativas.
Após o almoço seguimos o nosso tour, passamos em frente ao cassino mais antigo da cidade e finalizamos o belo passeio na Praça onde está o Museu Fonk, o museu de arqueologia que abriga uma exposição fixa da Ilha de Páscoa e Viña del Mar.
Fósseis encontrados na Ilha de Páscoa
 
Para conhecer a exposição o museu cobra $2.500 pesos. Em frente ao museu tem-se uma escultura de um Moai. Místico e belo.
 

Moai trazido da Ilha de Páscoa
 
Voltamos de Viña del Mar pela estação rodoviária. Ao lado da estação há várias lanchonetes de comida típica chilena. Vale a pena experimentar. Chegamos em Santiago por volta das 20h30, um bom horário, levando em consideração que no verão, a cidade só escurece depois das 21h00.
Um abraço viajantes! Estamos caminhando para o fim do nosso roteiro.
Acompanhe!
 
 


terça-feira, 13 de maio de 2014

Praia do Bananal, Ilha Grande, RJ. Parte II: Angra - Praia do Bananal

Demorei mais do que o previsto para postar a 2ª parte da viagem. Desculpem! Continuemos com a Parte II da viagem para a Praia do Bananal, na Ilha Grande, RJ. Na postagem anterior, fizemos o trajeto entre Brasília e Angra dos Reis. O próximo passo é a travessia, o que eu não fiz no mesmo dia. Quem me conhece sabe que meu noivo mora em Angra dos Reis e, por isso, antes de ir para a Ilha, passei um tempo por lá. Mas voltemos à travessia.
Angra dos Reis ficando para trás. Foto: Juliana Fernandes 
Lembre-se de levar reservado algum dinheiro para a Ilha Grande, porque lá não há caixas eletrônicos, e, se preferir, leve consigo alguns petiscos, já que também não tem mercado, nem farmácia no Bananal. O que há lá são as pousadas e "biroscas" que vendem bebidas, balinhas e biscoitos.

Outra opção é o Barco Samara, do Elias. Ele mora lá e trabalha com transporte fretado. Mas não fomos no Samara, porque já estava ocupado com outro serviço. Alugamos um barco no cais de Angra, o Lambido, o que é outra possibilidade. O trajeto teve duração de cerca de 1h20, o que poderia ter diminuído caso fôssemos de lancha, mas não me importo com a duração da viagem, já que eu aproveito cada minuto da experiência. Enquanto isso, nada melhor que conversar com o marinheiro sobre o mar, os ventos, a Ilha, causos e saber notícias da Ilha. No meio do caminho, encontramos esses navios fazendo uma transferência ship to ship de petróleo. Vejam:

Ship to ship. Foto: Juliana Fernandes.

Chegando ao Bananal, você já verá as pousadas em que pode se hospedar. Elas ficam de frente para o mar.  Muito importante é que essas pousadas geralmente já oferecem ao hóspede o traslado Angra-Bananal. Dessa vez, eu fiquei em uma casa no canto esquerdo do Bananal, bem perto do verde, dos bichos, da cachoeira, mas essa não é uma opção comum de hospedagem. Nossa vizinha era uma senhora que adora cantar. E começava a cantoria bem cedo.

Chegando à Praia do Bananal. Foto: Juliana Fernandes.

Barquinhos no Bananal. Foto: Juliana Fernandes.

Eu não queria falar do assunto, mas muita gente ouviu falar do deslizamento que ocorreu na Ilha Grande na virada de ano de 2009 para 2010. Isso ocorreu no Bananal. Na época, correu o boato de que a Ilha Grande estava "interditada" por conta disso, entretanto não passou de boato. A enseada do Bananal é linda, está tudo tranquilo, não há risco de desabamento.

Mas, falando acerca de coisas mais legais, não só o Bananal, mas em toda a Ilha Grande, você encontrará uma biodiversidade encantadora, e diversas atividades que valem a pena. Você pode fazer caminhadas nas trilhas, que ligam as diversas praias, pode fazer mergulho com snorkel ou o scuba (com cilindro), passeios de barco, observação de fauna e flora, pescar no cais ou simplesmente relaxar na praia!

No Bananal, escolhemos a Praia do Demo (Bananalzinho) como recanto de descanso. É uma praia ao lado da Praia do Bananal, separada apenas por pedras. Há um caminho com escada que leva até o Bananalzinho, que passa por baixo do restaurante ao lado da Pousada Casa Nova.

Pousada Casa Nova, vista do restaurante. Essa escada, disseram, é para uso dos hóspedes. A pública fica do lado direito. Foto: Juliana Fernandes.

Barco a vela, visto desse restaurante, que é como um mirante. Foto: Juliana Fernandes.

Bananal, visto do Bananalzinho. Foto: Juliana Fernandes.

 
Praia do Demo (Bananalzinho). Foto: Juliana Fernandes.

Numa manhã, fomos para a Praia de Matariz. Gastamos 1h30, fomos parando, tirando fotos, esperando uns aos outros. Achei uma trilha tranquila, apesar de um trecho, no início da trilha, em que há uma rocha escorregadia, sobre a qual é preciso passar, por onde corre um riacho bem pequeno. Mas, passando com cuidado, pisando nas partes secas, pelos cantos, e com um apoio, passa-se tranquilamente. Eu passei por um pequeno caminho de terra acima dessa rocha. Bem melhor!

Pedra escorregadia na Trilha para Matariz. Foto: Juliana Fernandes.

No meio da trilha, há uma placa que indica o caminho para o Sítio Forte, com uma bifurcação. Na lateral dessa placa, improvisaram um "Matariz ->". Fomos por esse caminho, para a direita, e, bem, saímos no Matariz. Meninos, "não façam isso em casa!". Não saiam pegando qualquer caminho, sigam as placas, para não se perderem. Fiz isso porque estava com pessoas que conhecem o caminho para Matariz. Cuidado com o lugar em que você se apóia, pode ser em uma urtiga, ou pode ser uma cobra ou um inseto. Atente-se! Abaixo, algumas fotos da trilha Bananal-Matariz, com comentários:

Resultado de encostar em uma urtiga. Foto: Juliana Fernandes.

Mico-estrela. É uma graça, mas é considerado exótico na Ilha Grande. Alimenta-se dos ovos de pássaros endógenos. Foto: Juliana Fernandes.

Placa que comentei acima. Seguimos pela direita. Foto: Juliana Fernandes.

Chegada em Matariz. Foto: Juliana Fernandes.

Praia de Matariz. Foto: Juliana Fernandes.
  

Igreja de Santa Ana, em Matariz. Foto: Juliana Fernandes.

Canário-da-terra. Foto: Juliana Fernandes.

Foto: Juliana Fernandes.

Foto: Juliana Fernandes.

A antiga fábrica de sardinha de Matariz, com nome de "Kamome".  Na Ilha, existiam diversas fábricas de beneficiamento de sardinha, dirigidas por japoneses. Todas fecharam. Restam as ruínas. Foto: Juliana Fernandes.

Garça aproveitando-se de sua parada sobre um antigo barco. Foto: Juliana Fernandes.

Canto da Praia de Matariz em frente à Fábrica de Sardinha. Foto: Juliana Fernandes.

O pequeno Pipoca nos acompanha em nossa saída de Matariz. Foto: Juliana Fernandes.

Macaco Bugio, que deve ter sido expulso do bando ou caiu de uma árvore. Resta a esse "adolescente" procurar outro bando. Foto: Juliana Fernandes.

Foto: Juliana Fernandes.

Bananal, visto da trilha do trilha Matariz - Bananal. Foto: Juliana Fernandes.

Também observamos bastante a fauna e a flora do lugar. O tié-sangue chama muito a atenção de quem o vê. Claro, não é sempre que se observa um pássaro flamenguista pousando por perto. Brincadeira à parte, esse pássaro vermelho e preto atrai os olhares de qualquer um que tem a chance de ver um de perto.

Tié-sangue. Foto: Juliana Fernandes.

Tico-tico. Foto: Juliana Fernandes.

Tico-tico. Foto: Juliana Fernandes.

Sabiá. Foto: Juliana Fernandes.

Essa época, entre março e abril, é a época de pegadeira de lula, e esse ano, a pegadeira estava muito boa. Todo dia, via-se alguém indo para o mar de canoa e voltando com ao menos uma lula que pegou com o zangareio (um tipo de anzol com várias pontas, para pegar lula). Eu mesma tentei ir, mas como as canoas lá eram para 1 pessoa e eu nunca entrei numa canoa no mar, sozinha, não me deixaram fazê-lo. Quem sabe um dia? Pelo menos, pescamos alguns peixinhos do cais para fritar para o almoço. Detalhe: almoço às 16h!

Foto: Juliana Fernandes.

Pescador na canoa canadense. Foto: Juliana Fernandes.

Outra foto que gostaria muito de mostrar é da fruta-pão no pé. Esse pé de fruta-pão fica plantado em frente à casa que fiquei, é a casa da Vó Augusta, minha querida vozinha que eu ganhei. Tomamos café com fruta-pão cozida. É uma maravilha, e está na época. Na Ilha é comum ouvir que tomavam café com fruta-pão, ou inhame ou batata doce. É interessante experimentar esses costumes.

Fruta-pão no pé. Foto: Juliana Fernandes.

O importante é relaxar, fazer o que te faz feliz, afinal, viajar é isso, conhecendo o diferente, e novas pessoas, culturas diversas. E sempre fica a saudade do lugar lindo, com a promessa de voltar e ir adiante, porque ficaram lugares sem conhecer, como a Praia de Bananal Pequeno, a Tapina (Mirante do Bananal), e outras praias seguindo a trilha de Matariz. Ilha Grande, nos aguarde novamente, aí vamos nós em breve!

Bananal ficando para trás. Foto: Juliana Fernandes.