quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Chile - Santiago / Terceiro dia

Vinícola Concha y Toro

 
Nosso terceiro dia em Santiago foi reservado para conhecer a Vinícola Concha y Toro, a segunda maior vinícola do mundo. Certamente o passeio mais esperado desta viagem. Fundada em 1883 por Don Melchor de Concha y Toro, está situada na região do Valle del Maipo, arredores de Santiago.



 Para isso fizemos a reserva com a empresa Enotour para as 10h00. Antes de vivenciar esse passeio encantador, tomamos o café da manhã no Le Fournil, um charmoso restaurante localizado na rua Nueva Providencia, ao lado da estação do metrô.
 
 
 
Dentre as tantas opções, escolhemos o Brunch que veio servido de croissants (no Chile chamados de medialuna), pães ciabata, pães doces, coalhada com melado e castanhas, ovos fritos com bacon e bolinhos de batata, suco de laranja e café expresso ($8.900). O Brunch foi a melhor opção para o dia, afinal, na visita à vinícola há muita degustação e é preciso ter tomado um bom café da manhã para não ficar borracho.





Seguindo o nosso roteiro o motorista da Enotour nos buscou na porta do hotel para o passeio agendado. No caminho conversamos sobre vários assuntos inclusive sobre as belezas do Brasil, os chilenos possuem uma boa relação com o nosso país e fazem questão de demonstrar isso em todo o tempo.
O passeio à vinícola inclui o traslado em van executiva, água mineral durante toda a visita e ainda uma lembrança (um abridor de vinhos personalizado). Importante lembrar que mesmo que a água oferecida seja mineral, sentimos uma diferença considerável, pois a água do Chile é rica em magnésio e calcário, o que a torna diferente do que estamos acostumados. 
O passeio à Vínícola Concha y Toro inclui apenas uma modesta parte da fazenda, que, no entanto, é bastante expressiva. Quando resolvemos fazer a viagem no mês de novembro, sentimos apenas uma tristeza, a de saber que não estaríamos mais no inverno, entretanto, justo nesse dia, fazia 13 graus, o que agregou valor ao nosso passeio. Vinhedos, vinho, frio e elegância!
 
 

O tour se iniciou com uma breve explanação do nosso guia pelos jardins da vinícola.
 
 
 
Seguido de uma visita à fachada da casa de veraneio (fim do século XIX) de Dom Melchor de Concha y Toro. A casa possui mais de 20 quartos. Atualmente, parte dela abriga o escritório da vinícola.
 
Casa de Veraneio de Don Melchor Concha y Toro (Século XIX)
 

Em seguida visitamos as plantações de uvas, por eles chamado de Jardins de Variedades, composto de mais de 26 cepas (tipos) de uva. A precisão, o cuidado e a delicadeza certamente são indispensáveis para o tipo de produção. O guia nos contou sobre a uva Carmenere Sauvignon, também conhecida como Merlot chilena, que extinta na Europa por conta de uma praga, reapareceu cem anos depois nas terras do Andes. Ainda hoje a Carmenere não consegue se reproduzir na Europa, pois a praga (não se sabe se um inseto ou ácaro) uma vez instalada no solo, nunca mais se extingue. Com isso, a referida uva só se encontra no Chile e em Chipre, únicos locais não contaminados.
Este acontecimento, combinado a outros fatores como, tipo de solo encontrado na região, clima e sistema de irrigação estabelecido, contribuem significativamente para que o vinho chileno seja considerado o melhor vinho do mundo.
 
Jardim de Variedades

 

Após pausas para fotos (afinal todo mundo quer tirar uma fotinha ao lado das mais famosas uvas do mundo) iniciamos a nossa primeira degustação que veio acompanhada de uma pequena aula de como oxigenar o vinho para sentirmos melhor os sabores e observar as cores existentes. Muito bom!
 
Degustação

 

Em seguida fomos à adega centenária Casillero Del Diablo. Conta a lenda que havia ladrões saqueando a vinícola durante a noite, daí para conter os furtos,  Dom Melchor Concha y Toro saiu pela cidade contando que sua vinícola era protegida pelo Diabo, isso afastou de vez os saqueadores.
 
Adega Casillero del Diablo
 

 
 
A lenda é contada de uma forma bem descontraída dentro da grande adega.
 
 

Por fim fizemos duas outras degustações de uma seleção de vinhos por eles ofertadas. Para a nossa felicidade, ao final do tour, ganhamos uma taça exclusiva Concha y Toro para levar para casa e guardar de recordação. O guia mencionou que sempre que tomarmos nas taças uma Coca Cola ou qualquer outro vinho que não seja Concha y Toro, o Diabo aparecerá para nós. Rs (Apenas uma lenda).
 
 

Ao final visitamos a loja Concha y Toro. Fizemos a festa com alguns produtos! Os vinhos mais comuns não vale a pena comprar, pois os encontramos com facilidade em Brasília, no entanto, os mais caros, sempre vale a pena, pois os descontos são interessantes. A loja trabalha com pagamento em dólar ou pesos chilenos.
Recomendo a todos vocês que visitem a vinícola, vale muito a pena ($19.000 por pessoa, incluindo traslado).
 
 

 
Um abraço viajantes!

 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Como Água para Chocolate!

Um livro, um filme e um inesquecível restaurante!
 
 

Como Água para Chocolate foi tema de um livro de romance mexicano do ano de 1989 e de um filme também mexicano, um drama de 1992 baseado no referido livro. Neles, todas as cenas giram em torno de uma cozinha. Os capítulos são abertos por receitas impressionantes e fáceis de concretizar, em torno delas estão as emoções dos amantes e comensais, seus risos e prantos. E é claro, muito apetite!
 

O restaurante está localizado em Santiago no Chile no Pátio Belas Artes, galeria de arte e gastronomia. Romântico, aconchegante e encantador, ele oferece um extenso cardápio e uma variada carta de vinhos.
 

 
 
A beleza e originalidade do local nos leva a uma experiência inigualável! Conhecemos uma garçonete brasileira que mora em Santiago há dez anos, na ocasião ela nos deu boas sugestões em relação ao cardápio e aos passeios pela capital.
 
 

Bem, vamos ao que de fato nos interessa! O Cardápio!!!
 
 

Para abrir o apetite pedimos um vinho tinto, de uva Pinot Noir, da vinícola Casa Silva. Não muito encorpado, mas bastante saboroso e propício para uma tarde fresca ($16.900).
 
 

De prato principal eu escolhi “Congrio Almendrado”. Trata-se de um Peixe do mediterrâneo gratinado ao parmesão com amêndoas e acompanhado de creme de espinafre ($11.900).
 
 
 
O meu esposo, como bom carnívoro, escolheu “Filete ao Lodo” um filé mignon ao molho de cogumelos ao vinho, acompanhado por cebolas e batatas caramelizadas ($11.900).
 

 
Foi incrível! A apresentação dos pratos e a mística do ambiente trouxe cor e sabor à nossa refeição. Muito bom mesmo!

Para a sobremesa pedimos uma Marquise de chocolate acompanhada de morangos com calda de frutas vermelhas e sorvete de manga com maracujá. Um sabor contrastando e complementando o outro ($4.500). Foi uma ótima pedida!
 

 
 
Peculiares sabores que certamente ficarão marcados em todas as pessoas que deles experimentarem! O que certamente justifica a indicação do restaurante nos principais blogs de turismo. E por sinal, aí vai o meu recado: Não deixem de vivenciar e saborear essa maravilha! É fascinante!
 
 
Um abraço viajantes!     

 

 

Chile - Santiago / Segundo dia

Para o segundo dia em Santiago, havia muita expectativa em nós, isso nos fez percorrer o máximo possível para um dia. Acredito até que vocês irão se surpreender com a quantidade de lugares que visitamos num só dia. Vamos lá pessoal!
 
O dia amanheceu nublado (acho que é normal por aqui) e apesar de não estarmos mais no inverno, fazia 12 graus na rua, porém, por conta dos fortes ventos, a sensação térmica era bem menor. No decorrer das horas, surgiu um solzinho, mas o ventinho gelado no rosto permaneceu por todo o dia. Para nós, isso foi ótimo, afinal adoramos o frio.
 
Para o café da manhã escolhemos o Starbucks Coffee pela proximidade do nosso flat.  Como todos no mundo inteiro trata-se de um Café com inúmeras delícias e bastante agradável. Vale a pena visitar. Chocolate quente, capuccino e pão de queijo nos serviram bem até a hora do almoço ($6.500). 
 
 
 
O metrô de Santiago foi o nosso principal meio de transporte durante quase todos os passeios, extremamente eficaz e barato. No entanto podem optar pelo táxi também, as tarifas são mais baratas que as que temos no Brasil, mas, realmente queríamos estar em contato com o povo e sentir um pouquinho da realidade local. De volta ao passeio... pegamos o metrô na estação de Manuel Montt, local onde ficamos hospedados, e seguimos em direção à estação La Moneda.
 

O Palácio de La Moneda é a sede do governo chileno, localizado entre as praças da Cidadania (ao sul) e Praça da Constituição (ao norte). Numa das praças existe uma réplica de um Moai. Os Moais, originalmente encontrados na Ilha de Páscoa (reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade) são estátuas gigantes e fascinantes que foram erguidos por volta do ano 1.200 d.C pelos povos chamados "RapaNui". Existem várias teorias sobre a existência dessas 887 peças que se encontram na Ilha, mas a teoria mais aceita é que teriam sido construídos em homenagem a líderes mortos, o que pode explicar o fato de estarem todos de costas para o mar e de frente para as aldeias.  Para os chilenos trata-se de imagens sagradas.
 

Para o Palácio de La Moneda existe um passeio a ser agendado caso queiram conhecer. Nós apenas visitamos o Centro Cultural La Moneda, por lá encontramos uma exposição da arte chilena juntamente com peças para comercialização, nada tão barato, porém de bom gosto.

 
A exposição reflete sobre a importância da arte para o povo chileno e principalmente a importância da preservação do patrimônio imaterial, arte que é passada de pai para filho. Interessante e rico. A entrada ao centro cultural é gratuita. 
 
 
 

Na saída do museu, para nossa sorte passou por nós uma carreata de um clube chileno de colecionadores de Fords  antigos. É sempre interessante ter contato com essas relíquias.
 
 
De volta ao metrô fomos em direção à estação Baquedano, o nosso destino era o famoso e imperdível restaurante Como água para chocolate. Da estação até o restaurante caminhamos cerca de 300 metros. No caminho passamos pela ponte, cheia de cadeados de amor! Hoje, moda no mundo inteiro.
 
 O restaurante "Como Água para Chocolate" se localiza no Patio Bela Vista, local de arte, cultura e muita gastronomia, concentrando uma extensa e variada galeria de restaurantes. Funciona todos os dias de 10h00 às 02h00. Podendo estender-se aos finais de semana. Aproveitamos ali para pegar informações no Centro de Atendimento ao Turista e pela facilidade fechamos um pacote para a vinícola Concha y Toro na Enotour.




E aí, animados para saber sobre o famoso “Como água para chocolate”? O que posso dizer é que foi tão especial que achei mais sensato postar algo exclusivo (próximo post).
Após o almoço, de-li-ci-o-so, seguimos em direção à estação Los Dominicos para visitar o Centro Artesanal Los Dominicos.




 

O Centro Artesanal é bem estruturado e possui várias lojinhas com artesanato de cerâmicas, pedras, cobre e prata. Todos muito bem feitos. Tem também venda de aves, coelhinhos, muitas flores e plantas de diversas espécies.
 


 
Achei charmoso e recomendo para um fim de tarde na cidade. Além disso o Centro Artesanal dispõe de um café, super charmoso,  com um cardápio repleto de delícias como Creme Brulee, Tiramissu e outras cositas.
 


 
Na saída presenciamos umas barraquinhas bem fofas com docinhos artesanais, típicos do Chile. Um amor e claro, uma delícia!


 
Para o segundo dia em Santiago, recomendo vocês a percorrerem os mesmos caminhos, certeza de que irão adorar.

Um abraço viajantes!